ARTRITE REUMATÓIDE X DOR OROFACIAL

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Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a Artrite Reumatóide (AR) pode ser definida como uma doença auto-imune, crônica e inflamatória, na qual pode provocar inflamação das estruturas componentes de uma ou mais articulações, pois o sistema de defesa do organismo passa a atacar a membrana sinovial. Se não for tratada, esta inflamação pode causar a destruição das articulações e uma série de deformidades.
A AR  acomete cerca de 1% da população, sendo mais comum em mulheres por volta dos cinquenta anos. Pode ter caráter genteico, assim como, fatores ambientais, hormonais e infecções periodontais também podem predispor à doença.
Os principais sintomas são:
– Pode iniciar com uma ou poucas articulações inchadas, quentes e dolorosas 
– Rigidez articular ( principalmente pela manhã)
– Fadiga
– Acometimento das mãos em quase todos os pacientes
– Evolução progressiva ( se não for tratada)
– Pode levar a alterações em todas as estruturas das articulações 
– Principais deformidades => “dedos em ventania”, “pescoço de cisne”, “mãos em dorso de camelo “, dentre outras.
Com a progressão da doença, a AR pode acometer a coluna cervical com subluxação atlanto-axial ( deslocamento das primeira vértebras cervicais) podendo gerar dor que irradia para a região occipital e dificuldade para mexer o pescoço.
O diagnóstico da AR é basicamento clínico, mas pode ser complementado pelo hemograma ( atividade inflamatória, fator reumatóide, anticorpo antipeptídeos citrulinados cíclicos) , radiografias, ultrassonografia e ressonância magnética.
ARTRITE REUMATÓIDE E ATM
O acometimento das ATM’s pela Artrite Reumatóide pode ocorrer devido a perda do suporte condilar, gerando uma maloclusão aguda, com fortes contatos nos dentes posteriores e mordida aberta anterior. A dor oriunda da ATM pode refletir-se no ouvido, têmporas e região cervical. 
Apesar de na literatura a dor na ATM’s ser considerada uma complicação decorrente da progressão da doença, e que esta muitas vezes só aparece em casos mais avançados. Já estão sendo realizadas pesquisas que questionam essa teoria, podemos citar uma pequisa realizada na Escola de Medicina Paulista em São Paulo, na qual os pesquisadores verificaram que a força de mordida, avaliada através de uma exame da ATM permite diagnosticar a patologia, antes da ocorrência de alterações irreversíveis no organismo.
A pesquisa foi realizada com dois grupos , ambos com 75 integrantes cada, um grupo de indivíduos com artrite reumatóide e outro grupo controle. Todos os integrantes foram submetidos a mesma avaliação pela dentista Carmem Paz Santibanez, que contava com questionário, exame físico e verificação da forca de mordida e da força das mãos e movimento de pinça. 
Após a análise dos resultados eles verificaram que a região orofacial de indivíduos com AR possuía mais alterações do que dos indivíduos saudáveis e que diminuição da força de mordida acompanhava a redução de força da mão, o que sugeria que a região orofacial pode ter acometimento concomitante com o sistema músculoesquelético, e deve portanto, também ser acompanhada e avaliada.
Segundo os pesquisadores, comprovada as necessidades de se acompanhar as alterações provocadas pela AR na ATM, o passo seguinte é pensar em intervenções que possam melhorar as funções da boca e da face e a qualidade de vida dos pacientes. Com isso, já se sabe que a primeira medida é uma atenção maior na avaliação orofacial de quem tem a doença.
Fonte: Agência Fapesp 
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