CEFALEIAS CERVICAIS

dor-de-cabec3a7a-fisioterapia-belo-horizonte-mc3a9todo-mckenzie-2.jpg
As cefaleias cervicais podem ocorrer devido à alterações nas vértebras cervicais altas ( C0-C3),com manisfestações dolorosas principalmente na região occipital (base do crânio) dependendo da localização da vértebra afetada. 
Quando há comprometimento em C0-C1, a cefaléia ocorre da região occipital para cima.A subluxação (afastamento das superfícies articulares)  de C1-C2 também pode causar cefaleia occipital,o qual agrava-se com a cabeça em flexão. A região C2-C3 também pode desencadear quadros de cefaleia nessa mesma região,sendo agravada com a inclinação lateral da cabeça.
Essas alterações no alinhamento das vértebras podem ser causadas por uma falha nos músculos posteriores da coluna cervical,os quais realizam o contrabalanço da força da gravidade,alterando a postura normal da cabeça e pescoço,e com isso a curvatura normal (lordose cervical) é perdida (retificação) ou invertida (cifose),podendo ocorrer com o tempo degeneração artrótica.
O estresse também pode ser um fator causador, pois ele pode levar à uma contratura muscular e consequentemente uma alteração funcional.
O mau alinhamento dos ombros também é uma alteração frequente,pois este altera a curvatura das vértebras,gerando mudanças da orientação corporal e levando à sobrecarga e ao aparecimento de pontos dolorosos e sensação de aperto. Esses pontos dolorosos podem diferenciar cefaleia cervicogênica (de origem cervical) da enxaqueca e da cefaleia do tipo tensional.

Para entender melhor a relação entre as alterações no posicionamento cervical e as dores na cabeça e na face é preciso primeiramente saber que este tipo de cefaleia é uma forma de dor referida oriunda dos três primeiros segmentos da coluna cervical,como já dito anteriormente,onde está localizado o núcleo trigeminal da medula espinhal. O nervo trigêmeo é o quinto par de nervos cranianos e suas ramificações inervam grande parte da cabeça e face. No núcleo trigeminal, as terminações nervosas do nervo trigêmeo e das raízes nervosas de C1,C2 e C3 se sobrepõem-se e ramificam-se.Com isso,esta convergência aferente de duas vias distintas do corpo para neurônios do sistema nervoso central é uma possível explicação para a dor  referida.

                                                                       Fonte: www.gustavomachadofisio.com

Portanto, o nosso cérebro acaba confundindo a real origem da dor,já que as terminações do nervo trigêmeo e das raízes cervicais altas compartilham um mesmo núcleo de dor e,dessa forma,problemas na coluna cervical podem ser potencialmente percebidos como dor em qualquer área da cabeça ou face.
Compressões da artéria vertebrobasilar também podem ocasionar cefaleias em várias outras regiões do crânio. A causa dessas compressões pode ser um mal alinhamento das vértebras cervicais,um movimento inadequado ou ambos.





Possíveis sinais e sintomas das cefaleias cervicais:
– Precipitação da dor cervical semelhante à espontânea por:
1. movimento do pescoço ou sustentação desajeitada da cabeça;
2. pressão externa da região cervical posterior e superior ipsilateral ou da região occipital;
– Redução da movimentação cervical habitual;
– Dor na mão, ombro e pescoço ipsilateral, de natureza vaga e não-radicular, ou ocasionalmente dor
no braço de natureza radicular (compressão de raízes nervosas).
– Alívio completo ou quase completo (> 90%) da dor após o bloqueio anestésico do nervo grande occipital e/ou da raiz C2 no lado sintomático.
– Unilateralidade da dor sem mudança de lado, podendo ocorrer o quadro em qualquer um dos lados.
– Náuseas
– Fonofobia
– Fotofobia
– Vertigens 
– Dificuldade de deglutição
Características da dor:
– Moderada, não-excruciante, geralmente de natureza não-pulsátil, começando no pescoço e espalhando-se para as áreas oculofrontotemporal,onde, em geral, é máxima;
– Duração variável (horas) ou dor contínua flutuante;
– Preponderância no sexo feminino;
– História de trauma craniano ou cervical (whiplash).
Facebook
Google+
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Uma resposta para “CEFALEIAS CERVICAIS”

Deixe uma resposta para Aluísio Nogueira Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *