RESUMO I CONGRESSO BRASILEIRO DE DOR OROFACIAL

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Olá pessoal!!

Como já havia postado aqui para vocês, aconteceu nesse último final de semana no Maksoud Plaza em São Paulo o I Congresso Brasileiro de Dor Orofacial, organizado pela SBDOF (Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial), e eu estava lá com muito prazer e satisfação.
 
Primeiramente o que eu tenho a dizer sobre o evento é que foi muito bom, superou as minhas expectativas. A organização estava impecável, as palestras com temas relevantes, presença dos profissionais de maior renome na área de dor orofacial e crônica.
 

                  Auditório lotado em todos os momentos, todos atentos às palestras!

 
 
A palestra que deu início ao evento foi a do Dr.Paulo Conti (Presidente da SBDOF) e tinha como tema a “Interpretação dos achados no exame do paciente com dor orofacial : montando o quebra-cabeça”, nela ele ressaltou a necessidade de um tratamento individualizado para os pacientes com dor orofacial, sendo necessária uma avaliação minuciosa, onde o profissional deve estar bem atento à todas as informações passadas pelo paciente, pois são estas que muitas vezes ajudam a montar o quebra-cabeça e fechar um diagnóstico, ou seja, deve-se segundo o Dr.Paulo ter uma abordagem analítica seguindo regras e lógicas e não uma inércia diagnóstica na qual orienta-se por um pensamento coletivo.
 

                                              
                                                                     Dr.Paulo Conti

Outra palestra muito interessante foi a da Dra. Márcia Kil que abordava a possível relação entre zumbido, ATM e o sistema somatossensorial.Achei bem legal,pois ela apresentou os resultados de uma pesquisa realizada por uma fisioterapeuta como uma de suas referências, e salientou que a presença de pontos gatilhos ativos pode muitas vezes está relacionada ao zumbido, e ao desativar esses pontos os pacientes podem apresentar melhora considerável.

Confesso que fiquei muito feliz ao assistir a apresentação do Dr.Evandro Faulin, Fisioterapeuta, pois como próprio tema dizia ele esclareceu dúvidas sobre a Fisioterapia no tratamento DTM, isso para nós Fisioterapeutas é muito importante, pois demonstra o espaço e reconhecimento que nossa profissão, e principalmente nossa especialidade vem ganhando.

Por fim, em mais de uma palestra foi discutido que ajustes oclusais podem não ser efetivos no tratamento da dor orofacial, pois não há evidências de que terapia oclusal trata dor, devendo se primeiro optar por outras condutas que sejam reversíveis. Diante de tudo isso que foi dito,o que ficou mais claro nesses dois dias intensos de discussões sobre dor orofacial, foi que não existe uma só forma de tratar os pacientes, e o mais importante antes de já traçar o plano de tratamento é identificar a etiologia da dor, pois só dessa forma pode-se ter resultados satisfatórios e duradouros , portanto , como foi dito em uma das explanações  “PLACA OCLUSAL NÃO É DIAGNÓSTICO”.
 

                                                                               

 
 
 
 
Ah!já ia esquecendo para quem tiver interessado foi disponibilizado no site da SBDOF os slides de duas apresentações do congresso uma com o tema “Transtornos afetivos e dor crônica” e a outra “Drogas analgésicas adjuvantes na terapia da dor crônica”. Quem quiser fazer o download segue o link abaixo:
 
 
Até o próximo post!!! 
 
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